Arquivo para o 'Do Fundo do Baú' Categoria

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Das antigas: Alguém conhece os meninos?

Dupla Gilmar Gassen e Paraguaizinho

Colaboração: Gilmar Gassen

Nudo no Quartel

Colaboração: Nudo Farinhas

Num aniversário dos Barrigudinhos

Colaboração: Nudo Farinhas

Das antigas

Colaboração: Nudo Farinhas

Das antigas: No Cônego Albino

Colaboração: Ariete Presseler

Aniversariantes do dia…

A foto é do tempo que o Romeuzinho assava a carne e o Dois levava a fama. Brincadeiras à parte. Elio Marques Ribeiro (Dois) e Romeu Siebeneichler estão de aniversário neste dia 24 de fevereiro. Grandes amigos! Parabéns à vocês!

Das antigas: Aula de Ciências, dissecação de um sapo

Ginásio Estadual Século XX.
Aparecem na foto Ariete Presseler, Neiva Leissmann, Ledi Bohn, Clari Brasil, Neusa Limberger, Sidnei Nagel, Rejane Hansel, Alfeu Bohn, Neusa Lisete Schwendler e Neusa Schwendler.
Colaboração: Ariete Presseler

Time do Barroso em 1967

A foto é do acervo do Nudo Farinhas. Time do Barroso em 1967, na cancha do Colégio Aparecida. O prédio que aparece no fundo, continua até hoje na rua Tiradentes. Quem se habilita a reconhecer os craques da época?

Zero Hora 21/02/2012: Houve uma vez um verão

Wander Wildner lembra a emoção do primeiro salto

Para o cantor e compositor, a vida nunca mais foi a mesma depois da aventura no trampolim de uma piscina semiolímpica

Por Wander Wildner, cantor e compositor

Para Wander Wildner, a vida nunca mais foi a mesma depois que pulou de um trampolim em uma piscina semiolímpica nas férias que passou com os primos em Venâncio Aires

Nenhum leitor acertou quem era a criança da Zero Hora de segunda-feira.

Houve uma vez um verão inesquecível! Foi no século passado, logo depois de o homem pisar na lua. Eu nasci em 1959 na cidade de Venâncio Aires, de onde vem a família do meu pai, os Wildner, e minha mãe é Freitas Saldanha, de Taquari, uma cidade próxima.
Aos quatro anos de idade, nos mudamos para Porto Alegre, mas, nas férias de verão, meus pais costumavam me mandar de volta ao Interior. No verão de 1970, fui para Venâncio Aires. Nas proximidades de um quarteirão, eu tinha a casa da vó Antonia, a do tio Ari, a da tia Talita e o lendário Clube de Leituras.

Quando cheguei, logo disseram que meus primos estavam no clube. Atravessei a rua e subi ao segundo andar, onde tinha um grande salão com janelas que davam vista para as… piscinas! Na visão de uma criança de 10 anos, aquilo era o paraíso. Uma piscina semiolímpica com trampolim e uma menor, para as crianças. Passei a tarde toda debruçado na janela vendo meus primos se divertirem e fiquei imaginando como seria estar lá.

Durante o jantar, eles me convidaram para eu ir com eles ao clube no dia seguinte, mas a tia disse que minha mãe não havia permitido eu frequentar as piscinas, por achar muito perigoso.

Na manhã seguinte, voltei ao clube e fiquei novamente debruçado na janela vendo as brincadeiras e a alegria dos meus primos e primas. No almoço, eles novamente insistiram para eu ir com eles, e insistiram mais ainda para a tia entrar em contato com minha mãe para que ela autorizasse minha entrada nas dependências aquáticas do clube. Depois de muita insistência, minha mãe cedeu, não antes de fazer mil recomendações especiais, com ênfase de eu somente usar a piscina infantil, o que foi aceito prontamente por todos. Aí o verão começou de verdade.

Comprei um calção de banho com fivela de marinheiro, fiz a carteira de sócio convidado e o exame médico e me dirigi para a piscina infantil. A sensação de liberdade que tomou conta de mim foi marcante, e aqueles metros cúbicos de água eram um novo universo para eu desbravar. Mas não para os meu primos, que
usufruíam muito mais espaço na piscina semiolímpica, com trampolim.

Como não podia sair da piscina pequena, foi ali mesmo que aprendi a nadar. Não precisou de muito tempo e insistência dos meus primos para eu me aventurar no paraíso-mor, a piscina semiolímpica. Ficávamos no clube o dia inteiro, só saindo quando fechavam para o almoço e no final da tarde.

Comecei atravessando a piscina grande nadando os 12m50cm de largura e os 25 metros de comprimento, depois mergulhando – e, finalmente, cheguei ao trampolim. Foi como subir no monte Everest. Lá de cima vi meus primos gritando euforicamente antes do meu primeiro salto. Pensei na minha mãe, fechei os olhos, corri até a ponta, dei impulso, fiquei no ar por milésimos de segundos eternos, abri os olhos e cai na água.

A vida nunca mais foi a mesma!